
Começam agora os primeiros trabalhos da coluna Sabattinada Mercatto. Ponta-pé inicial bem dado é garantia de sucesso na partida, assim, a vítima que sentou do outro lado da mesa foi Luciano Marino. Blogueiro, publicitário, gente fina, geek e colecionador de coleções, Luciano é o homem por trás do
Louco não, Publicitário, um dos blogs de publicidade mais acessados do país. Além de não saber a diferença entre bolo, pão e biscoito de queijo, tá pagando duzentas pratas pela edição zero da revista Piauí.
1)Por que um blog de publicidade?
Eu tenho 3 motivos básicos para manter o blog. Primeiro: como não trabalho em uma agência de publicidade ele me ajuda a me manter conectado com esse mundo, é nele consigo ver o que as agências daqui e de fora estão fazendo. Segundo: para ficar antenado com a evolução da internet, conhecer novos aplicativos, novas ferramentas e novas mídias sociais. E terceiro: para treinar meu texto. Denominei esses três motivos como PIT – Publicidade, Internet e Texto. Legal isso né, coisa de administrador. Risos.
2)Você começou o blog quando?
Foi em fevereiro de 2006 e eu ainda estava na faculdade. Tenho uma curiosidade sobre essa data: comecei meu namoro junto com o blog. Minha namorada diz: “nunca termine o blog porque, consequentemente, a gente pode terminar. Risos
3)Você ganha dinheiro com o blog?
Rapaz, se ganho não sei. Risos. Eu não criei o blog com a finalidade de ganhar dinheiro mas é claro que se o Google quiser depositar R$20.000 na minha conta todo mês eu não vou achar ruim. Gosto muito de testar ferramentas, por exemplo: tenho alguns trocados na conta do Google Ad Sense, 60 ou 70 dólares que uso como teste. Também tenho anúncios do Submarino no blog e isso me gera pontos no programa de filiados, recebo comissão das compras que são efetuadas por pessoas que acessam o Submarino através do meu site. Gosto muito desse programa, sou um defensor do Submarino. Mas fique claro, uso só para testar, sem intenção de ganhar dinheiro.
4)No dia das bruxas, Serra ou Dilma?
Cara, nenhum dos dois fazendo travessura, tá bom.
5)O seu blog não fala muito sobre as “modernices” da propaganda. Vemos que os principais sites sobre esse assunto estão sempre comentando as novidades e correndo atrás do que há de mais novo. Porque?
O que acontece é que existem muitos blogs voltados pra essa área, cada dia menos blogs falam sobre mídia impressa, outdoors e propagandas ( a chamada mídia off-line ). A idéia do Louco não, Publicitário é contribuir com uma opinião sobre assuntos que não tem tanta visibilidade, por isso que não escrevo. Quero falar sobre uma idéia que está estática no papel. Quando falam que mídias assim irão morrem, falo que quero ser um remanescente.
6)Alguma curiosidade já aconteceu com o blog, comprou alguma briga com agências?
Olha, curiosidade (além da data do início do blog) acho que não. Quanto a briga, risos. Certa vez publiquei algumas peças da Bon Grille criadas pela agência
zero11 de São Paulo, analisei-as com um olhar crítico e ao dar minha opinião, acabei com o trabalho deles. Eles entraram em contato comigo dizendo que não poderia ter feito aquilo, contornei a situação, expliquei a intenção e acabou tudo bem. Não quero ser polêmico, mas como escrevo textos que usam como base as minhas percepções sobre propaganda, isso pode acontecer.
7)Seu blog fala mais sobre opinião do que sobre informação, confere?
Olha, meu blog não é um portal de propaganda. Ele não fala sobre tudo o que sai na mídia. Muitas vezes, enquanto todos falam sobre um assunto, eu não falo, não tenho a necessidade de falar sobre isso. Tanto é que tenho categorias que falam sobre propagandas antigas, chama-se “
Propagandas que embalaram a minha infância”, também tem a “
Nada se Cria”, que é uma categoria que não fala necessariamente sobre coisas atuais.
8)Com é a sua pauta em relação aos posts. Você procura as informações ou elas chegam até você?
Recebo algumas coisas por e-mail, algumas agências são muito antenadas no relacionamento com blogueiros. Toda semana recebo releases e press-kits que falam sobre os trabalhos realizados por elas. Existem muitos bancos de propagandas na rede, também procuro neles pautas para os posts, sempre preocupado para que meu blog não se torne monótono. Tento variar bastante.
9)Tem alguma categoria que faz bastante sucesso?
O pessoal comenta bastante a “
Nada se cria”, também tem “
As aventuras de Mário” que é do Rodrigo Franco e foi cedida por ele para ilustrar o blog, e “Propagandas que embalaram minha infância”. Recebo esses feedbacks, na maioria das vezes, pelo twitter. Tem uma categoria morta, a “Abre aspas”, que tirei do ar depois que algumas pessoas reclamaram do conteúdo.
10)E você, tem alguma categoria preferida?
Gosto muito de escrever para a “Propagandas que embalaram minha infância”. Isso se deve porque gosto muito de gerar conteúdo inédito, evito de pegar posts prontos e publicar, tento muito escrever sobre o que penso acerca das campanhas. Essa categoria me proporciona isso.
11)Tem algum post preferido?
É o post da
Havainais Fit. Teve bastante comentário, saiu até o CCSP.
12)Como é seu relacionamento com outros blogs de Cuiabá e do Brasil?
Quando criei o blog eu me sentia órfão em relação as propagandas daqui. Na época de faculdade eu sentia a falta de blogs que falavam sobre propagandas regional, quase o que é o
Propaganda MT nos dias de hoje. No começo eu tentei fazer isso, mas acabei migrando para um conteúdo de âmbito nacional. Há quatro anos atrás era mais difícil ter um blog, coisas simples como mudar a propaganda do topo era complicado, assim, fui me relacionado com blogueiros de outros locais afim de sanar dúvidads freqüentes. Hoje tenho no meu MSN blogueiros de todo o país.
13)Você disse que sua intenção com o blog era fomentar a cena publicitária local, e hoje vemos que a quantia de posts relacionados a temas de Cuiabá são pequenos. Porque isso?
Com a evolução do blog comecei a perceber que a maioria dos acessos não vinha na nossa região, então eu comecei a gerar conteúdo que tornasse o blog mais interessante para as pessoas de todo o país. Gosto muito de valorizar nossa propaganda, quando alguma campanha daqui se equipara as de nível nacional, gosto de publicá-la. Acho que o que falta para que eu aumente o número de posts locais é o lance dos releases e dos press kits enviados pelas agências. A Fischer me manda 10 releases por semana. Tem vezes que não posto nada, mesmo assim eles me mandam.
14)Como é a freqüência de posts?
Hoje gira em torno de 7,5 ou 8 posts por semana. Para o ano que vem quero um post por dia.
15)Como você nunca trabalhou em agência, qual sua percepção sobre o “giro” de profissionais por entre as agências de propaganda?
Isso não é uma coisa que acontece somente nas agências, empresas de diferentes setores sofrem com esse problema. Acho que nas agências acontece pelo seguinte: as pessoas enriquecem profissionalmente com essa troca de emprego, elas conseguem pegar um pouco do que cada agência tem de melhor. Claro que você não pode ficar 1 mês aqui e outro lá, mas acho que é muito válido o conhecimento trazido por essa troca.
16)Você já recebeu algum release que deu vontade de esculachar o produto no blog?
Não. Acho que nunca aconteceu. Quando não gosto, não posto.
17)Quais as ferramentas que você usa para divulgar o blog?
O principal é o Twitter, assim que blogo vai direto pra ele. Tento criar títulos chamativos para que ele se auto-divulgue. Quando o blog era menos acessado eu usava o Orkut, divulgava para minha lisa de amigos. Hoje já não estou tão preocupado com essa divulgação porque se não queimo uma energia que não quero. Acredito que ele já está num tamanho que me agrada, tenho 15.000 visitas por mês. Acho que é um bom número.
18)O blog já te levou a que, já alcançou alguma coisa que não conseguiria se não tivesse ele?
Olha, acho que não, mas recebo convites para eventos. Fui para o
Brazil Promotion por conta dele. Também já dei uma entrevista pra EXAME, por conta de ter sido a palavra no topo do Google quando a palavra procurada era publicidade. Também dei uma entrevista para uma revista japonesa, feita para brasileiros. Não falei sobre o blog, mas fui encontrado e convidado por causa dele.
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